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CURSO LATINO-AMERICANO DE FORMAÇÃO PASTORAL

         Objetivos Gerais

Ser e oferecer um espaço de reflexão sistemática sobre as práticas desenvolvidas pelos participantes nas pastorais, nos movimentos sociais e ONGs, dentro do contexto urbano, buscando provocar o debate entre os participantes frente à temática proposta, oferecendo também suporte pedagógico e metodológico, para que possam analisar de maneira eficiente a realidade pastoral, eclesial, social, política e econômica em que vivem e participem ativamente da sua transformação.

Objetivos Específicos

– Manter e fortalecer a dimensão ecumênica e latino-americana do curso.

– Responder com agilidade às expectativas dos participantes.

– Insistir na sistemática semanal de avaliação, nos grupos de teoria e prática.

– Trabalhar junto com os participantes na elaboração de cadernos populares que recolham suas experiências, para divulgação mais ampla junto aos movimentos sociais, pastorais e igrejas.

– Ampliar a divulgação do curso, procurando contatos e fazendo a divulgação para além das atuais fontes de público, junto a instituições e seminários de formação teológica e pastoral, as prefeituras municipais e organizações do terceiro setor.

Público Alvo

Destinatários diretos

O curso está destinado a agentes de pastoral da América Latina, do Caribe e, nesses últimos anos, da África, que atuam junto aos setores populares: pastores e pastoras, padres, religiosos e religiosas, leigos e leigas, dirigentes de comunidades que atuam em aéreas da periferia dos grandes centros urbanos e possuam, ao mínimo, alguns anos de prática pastoral ou social.

Nos últimos anos, a maioria dos participantes está constituída por pessoas liberadas para a ação pastoral e institucional das Igrejas católica, anglicana, luterana, presbiteriana e metodista. Os países de onde procede a maioria são: Angola, Moçambique, México, Colômbia, Equador, El Salvador, Chile, Argentina, Bolívia, Peru e República Dominicana. Alguns estados brasileiros são o celeiro de nossos cursistas: Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e alguns outros da região nordeste, como Bahia, Ceará e estados da região amazônica.

Destinatários indiretos

Tem-se buscado estabelecer vínculos mais formais com o Conselho Latino-americano de Igrejas (CLAI); a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB); com a Conferência Latino-americana de Religiosos (CLAR), com a Associação Nacional de Presbíteros do Brasil (ANPB), com a Associação Brasileira de Organizações Não-governamentais (ABONG), Pastoral Operária Nacional, Movimento Evangélico Progressista, Movimento Fé e Política, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Igreja Evangélica Reformada de Angola (IERA)Igreja Evangélica Metodista da Bolívia (IEMB).

Programa

O curso prevê três etapas:

1) Etapa preparatória

– Conjuntamente pensar o conteúdo dos temas do curso e objetivos seguindo a proposta do Plano Trienal.

– Convidar assessores com especialização no tema a ser abordado anualmente, dialogando, solicitando textos e bibliografias prévias para que os participantes possam se preparar melhor para o curso.

– Elaborar, definir e apresentar o programa das oito semanas de curso um ano antes para que haja tempo para divulgação.

– Divulgar o folder com a apresentação e o programa do curso, através do site do CESEEP: www.ceseep.org.br), de correspondência enviada eletronicamente e pelos correios a todos os ex-cursistas da América Latina, Caribe e África, Centros, ONGs, CRB, provinciais, movimentos sociais, eclesiais e através do SITE do CESEEP.:

– Contatos pessoais, por telefone e principalmente nos últimos anos pelo endereço eletrônico com ex cursistas, com as dioceses, centros e Igrejas que normalmente enviam pessoas para o curso.

– Antes do curso, os candidatos são solicitados a responder um questionário em que descrevem as condições e os objetivos de seu trabalho pastoral dentro da comunidade, da cidade e do local onde o desenvolve; as atividades que executa; a equipe que o apóia e os ambientes sociais com os quais se relaciona; as dificuldades que encontra e os resultados que colhe; as utopias e valores que explicitamente o animam; os indicadores dos quais se vale para avaliar o trabalho; o seu plano pessoal de reflexão e formação interior e por fim uma questão relacionada ao tema específico que será trabalhada no ano de sua participação. Este trabalho tem como objetivos principais:

– que a coordenação do curso conheça com antecedência os participantes e principalmente o trabalho pastoral, social e religioso que cada um desempenha;

– que cada participante possa revisar, refletir e aprofundar o trabalho;

– que, por fim, este trabalho sirva para o que denominamos “partilha das práticas” ou “troca de experiências”,  e que acontece nas duas primeiras semanas de curso e tem o questionário como base.

– Manter o diálogo com as pessoas que confirmam a sua participação e principalmente providenciar o envio de textos e de outros subsídios teóricos, para o estudo e reflexão sobre a temática geral do curso.

– Envio da carta de informações sobre a metodologia, infra-estrutura e objetos que cada participante deverá trazer.

 

2) Etapa presencial

Na primeira etapa, de uma semana:

Integração dos participantes;

Iniciação lingüística, oferecendo-se uma introdução aos idiomas oficiais do curso: Espanhol para os brasileiros e africanos de língua portuguesa e Português para os que vêm da América hispânica;

Partilha das práticas e o levantamento de elementos teóricos e práticos aí presentes e das questões que deles emergem e que deverão ser tomadas em conta pelos assessores e retomadas pelos participantes no encerramento de cada semana, nos grupos de teoria e prática;

Na segunda etapa, de três semanas são estudados:

O fenômeno urbano em suas determinações históricas, econômicas, sociais e culturais dando destaque aos moradores em situação de rua nos grandes centros urbanos.

Os movimentos sociais urbanos e a conquista da cidadania pelos setores populares e suas organizações enquanto moradores, trabalhadores, estudantes, consumidores;

Análise de conjuntura latino-americana, caribenha e africana.

O fenômeno religioso na cidade: pluralismo religioso, secularização e novos movimentos religiosos;

O tema específico do curso que varia de ano a ano.

São ainda realizadas visitas a experiências de políticas públicas inovadoras, a movimentos sociais, sindicatos e ONGs e a práticas pastorais das diferentes igrejas voltadas para a temática central do curso. Busca-se também o contato direto com a ampla diversidade religiosa existente numa metrópole como São Paulo, por meio de visitas a lugares de culto de diferentes religiões e igrejas e de encontros com suas lideranças. As visitas são sempre complementadas com aportes teóricos e o diálogo com responsáveis dos diferentes cultos e igrejas.

Na terceira etapa durante duas semanas são abordadas:

A teologia da cidade;

A leitura bíblica a partir da cidade, do contexto urbano no Antigo e no Novo testamento;

A questão da Pastoral Urbana, perspectivas, desafios e experiências de trabalhos e diaconias.

Na última etapa, que coincide com a derradeira semana de curso aborda-se:

A espiritualidade no contexto urbano (retiro espiritual);

Retomada da relação com as práticas originais dos participantes, as questões centrais do curso de modo avaliativo e prospectivo, tendo presente o retorno dos participantes às suas famílias, comunidades e trabalhos;

Discussão e encaminhamento sobre as maneiras de se manter a articulação entre os participantes, com os ex-participantes de seus países e regiões e com o CESEEP.

3) Etapa de seguimento pós-curso

Além do contato permanente via internet, tomou-se a resolução, de se investir de maneira mais sistemática nos cursistas após o seu retorno com o fito de contribuir para a melhor percepção do diagnóstico e da mudança de mapa de cada participante e, da realidade em que vivem e trabalham; de se construir uma ferramenta de avaliação e de acompanhamento dos cursistas; de se oferecer apoio pedagógico para aprofundar a temática do curso; dar continuidade ao debate e à troca de experiência entre os participantes (Fórum de Debates via internet).

Decidiu-se enviar seis meses após o  um questionário avaliativo para levantar os elementos mais significativos do curso para os trabalhos dos participantes; o impacto do mesmo sobre as atitudes dos participantes; sobre as orientações do seu trabalho e sobre os resultados obtidos.

Metodologia

Nestes anos todos, manteve-se a metodologia que parte sempre das práticas dos (as) participantes, de sua análise e das questões que daí emergem, para alimentar posterior reflexão, aprofundamento e reformulação. Dentro do eixo geral da cidade, foi, a cada ano, aprofundada uma nova dimensão relevante para os trabalhos das igrejas, de suas pastorais e para as ações dos movimentos sociais populares urbanos.

Vem se buscando manter o foco no tema central, avaliando-se em função do mesmo a pertinência das várias atividades programadas ou solicitadas pelos participantes.

A metodologia vem sendo aperfeiçoada a cada ano de acordo com as exigências da realidade e das avaliações dos participantes, continuando, entretanto fiel aos pressupostos da Educação Popular e do ecumenismo. Assim, método e conteúdos se articulam para dar ao curso abordagem dinâmica, com manutenção de seu foco, do começo ao fim.

Do ponto de vista metodológico, o curso está estruturado em oito semanas e segue a seguinte modulação: partilha das práticas; aportes teóricos que contribuam para análise e melhoria das práticas; estudo individual e reflexão em grupos sob orientação dos assessores; celebrações e encontros em que se partilham e aprofundam a experiência de fé e espiritualidade.

No contexto metodológico, a percepção inicial do trabalho do participante e o resultado pretendido pelo curso são mediados pelo assessoramento teórico que disponibiliza os elementos de reflexão e os conceitos que permitam aos participantes aplicar-se, ainda durante o curso, à avaliação e eventual reformulação do seu trabalho. Objetiva-se que cada participante possa modular novas condições de trabalho, examinando alternativas, elaborando estratégias, muitas vezes sugeridas por outros participantes ou pelos assessores e, principalmente, refletindo a partir das categorias do ecumenismo, da espiritualidade e do compromisso social transformador.

Portanto a metodologia resume-se em:

– uma etapa de conhecimento mútuo e de entrosamento dos participantes;

– uma segunda de partilha e análise das práticas e do levantamento das questões teóricas e práticas trazidas pelos participantes ou surgidas no confronto e discussão das experiências;

– uma terceira de aprofundamento da temática específica do curso e das questões selecionadas, com ajuda dos assessores;

– um plano de visitas e estágios que lhes permitam conhecer e discutir experiências pastorais e sociais significativas;

O confronto, ao final de cada unidade, com o apoio da coordenação do curso, entre as contribuições teóricas trazidas pelos assessores e surgidas dos debates, das visitas, estágios e as experiências concretas de cada um dos participantes; uma síntese final das principais contribuições trazidas pelo curso e do que pode e deve ser alterado nas práticas e trabalhos dos participantes, ao seu retorno; discussão e encaminhamento acerca das formas de se manter o contato e intercâmbio dos participantes entre si e com o CESEEP, com a manutenção dos laços de amizade e compromisso, circulação de novos textos pertinentes ao tema estudado e de experiências, novas ou reorganizadas pelos próprios participantes.

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