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MÁRTIRES DA AMERICA LATINA

 

Dorcelina Oliveira Folador

Martir_Dorcelina_Folador-150x150“A Dorcelina morreu lutando. Lutando com dignidade para que um outro mundo fosse possível”, resume Marlene Oliveira, irmã da ex-prefeita Dorcelina Oliveira Folador, assassinada com seis tiros no dia 30 de outubro de 1999, em Mundo Novo, cidade que fica a 460 quilômetros de Campo Grande.

Dorcelina foi morta no fim da noite de um sábado, quando estava sentada na varanda da casa onde morava com o marido e as duas filhas. Prefeita de Mundo Novo no segundo ano de mandato, Dorcelina era conhecida por fazer uma ‘limpeza geral’ na administração do município e romper com grupos criminosos ligados ao poder público.

“Ela mexeu com a máfia da fronteira”, contou Egídio Bruneto, um dos coordenadores do MST (Movimento Sem-Terra), em Mato Grosso do Sul. Durante 5 anos, Dorcelina era repórter voluntária do jornal do movimento, admirada pela disposição, apesar de deficiência física na perna esquerda. Dorcelina fez uma administração voltada para o interesse público e por isso fez inimigos. Aqueles que não queriam a ética na política e a participação popular procuraram calar a voz de Dorcelina”, lembrou o amigo Pedro Kemp, deputado estadual da mesma corrente política da ex-prefeita. Dez anos após o crime, muitos dizem que Dorcelina virou “santa”. O túmulo dela é visitado diariamente. Muitas pessoas pedem algo em nome dela e quando conseguem, atribuem à prefeita assassinada o “milagre”. “Já recolhemos diversas cartinhas de agradecimento, de pedidos, no túmulo dela”, diz Marlene, que mora em Rondônia, mas vai a Mundo Novo anualmente. “São histórias de luta, que na frente vai Dorcelina. Eles não admitem ser outra coisa, a tratam como uma santa”. A irmã de Dorcelina diz que sabe de muitas histórias

 Vladimir Herzog
Martir_Vladimir_Herzog-150x150São vários os Mártires da Caminhada que nossa Fé recorda com carinho para alimentar nosso compromisso expresso nas palavras de Jesus:

“Não há maior amor que dar a vida pelo irmão”.

 

Vejamos o testemunho chocante de um judeu: Vladimir Herzog:

 

Nascido em 1937 na cidade de Osijsk, Iugoslávia, Vladimir Herzog, jornalista, professor universitário e teatrólogo naturalizado brasileiro, imigrou com os pais para o Brasil em 1942. A família saiu da Europa fugindo do nazismo. Com o início do golpe militar, em 1964, Vladimir decidiu passar uma temporada na Europa com sua mulher. Em 1968 a família volta para o Brasil, no período mais feroz da ditadura militar do país. Trabalhou como publicitário até 1975, ano no qual foi escolhido para dirigir o jornalismo da TV Cultura. No dia 24 de outubro de 1975, o jornalista apresentou-se no DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações/ Centro de Operações de Defesa Interna) para prestar esclarecimentos sobre suas ligações com o PCB (Partido Comunista Brasileiro). Morreu no dia seguinte. Segundo a versão oficial da época, ele teria se enforcado com o cinto do macacão de presidiário. Porém, de acordo com testemunhos de presos, Vladimir teria sido assassinado sob torturas. Em 1978, a Justiça responsabilizou o governo brasileiro por sua prisão ilegal, tortura e morte, mas apenas em 1996, a Comissão Especial dos Desaparecidos Políticos reconheceu que Herzog foi assassinado e decidiu conceder uma indenização para sua família.

 

 Jean Marie Donovan

Martir_Jean_Marie_Donovan-150x150De família rica, trabalhava na Organização de uma grande empresa. Era graduada em economia e educação. Pensou em dar dois anos de sua vida como missionária a serviço das pessoas abandonadas, principalmente das crianças órfãs.

 Quando comunicou sua decisão aos amigos, de ir para El Salvador, eles não podiam acreditar. Ela era jovem demais, muito participante das alegrias dos jovens de sua idade na cidade onde nascera. Frequentava festas, andava de moto, era muito alegre… Como iria viver uma vida de tantos sacrifícios?

Começaram então, a chamá-la de”Santa Joana” como coração. Mas, ela ficou firme. Deixou tudo e partiu. Em El Salvador dedicou-se às crianças e aos refugiados. Foi vigiada, ameaçada e finalmente assassinada no dia 2 de dezembro de 1980 em El Salvador. Foi um grande exemplo para seus colegas e para toda a juventude da America Latina. Falou mais com a vida do que com palavras. Nos Estados Unidos fizeram dois filmes de longa metragem sobre sua vida e testemunho missionário.

Ela foi uma dos quatro missionários católicos que foram brutalmente espancadas, estupradas, e assassinado pela Guarda Nacional. Era uma missionária leiga. Os outros mártires foram- Ursulina e Dorothy Kazel, & Sisters Maryknoll, Ita Ford e Maura Clarke.

 Ita Ford
Martir_Ita_Ford-150x150Religiosa de Marykmoll. Foi assassinada no dia 2 de dezembro de 1980. Norte americana, nasceu em Brookliyn, New York. Foi como missionária para o Chile e depois para El Salvador. Um dia escreveu às suas companheiras: -“Não sei se é apesar do horror, ou por causa dele, da confusão, da maldade, da falta de lei, mas sei que é aqui que devo permanecer… creio que temos graças de Deus para El Salvador, agora. Devo caminhar com fé, um dia de cada vez, por este caminho de obstáculos, de desvios e armadilhas.”Ita, acompanhando sua colega, a Irmã Carol, que levava pobres camponeses refugiados, sofreu naufrágio, quando atravessavam um rio. Pensou que ia morrer e contou que disse:-“Aqui estou Pai, recebe-me em tuas mãos”. Sobreviveu ao acidente e recebeu o martírio no dia 2 de dezembro de 1980, em mãos de guardas que a sequestraram com mais 3 missionárias.
 Raimundo Ferreira Lima
Martir_Raimundo_Ferreira_Lima-150x150O sindicalista Raimundo Ferreira Lima, mais conhecido como “Gringo”, foi assassinado em 29 de maio de 1980. Alguns meses antes, ele havia sido eleito presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia (PA), no sul do estado. Sua chapa desbancou Bertoldo Lira, candidato da situação, mais próximo da polícia e dos poderosos da localidade. Gringo era agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e lutava pela reforma agrária na região. Há 28 anos, no caminho de volta de um compromisso em São Paulo (SP), Gringo parou para pernoitar em Araguaína, que hoje pertence ao Tocantins. No dia seguinte, retornaria a São Geraldo do Araguaia, na época um distrito do município de Conceição do Araguaia (PA).O intervalo para repouso, todavia, acabou se tornando eterno. Gringo foi seqüestrado do hotel em que dormia e levado para uma estrada fora da cidade, onde foi assassinado a tiros. Um dia antes, o padre Ricardo Rezende Figueira, então diácono, declarara em entrevista coletiva em Brasília (DF) que havia seis ameaçados de morte na região. Um deles era Gringo. Maria Oneide Costa Lima, mulher de Gringo, tinha 29 anos quando ficou viúva. “Eu não sabia nem o que fazer, não tinha nenhum grau de estudos para conseguir um emprego, com seis filhos nas costas pra criar”, recorda.Hoje, Maria Oneide é diretora de uma escola pública que leva o nome do homem com quem foi casada, “Raimundo Ferreira Lima”, em São Geraldo do Araguaia (PA). Estudantes da escola fizeram duas apresentações durante a Mostra Artística das Comunidades em Araguaína (TO), durante o Festival da Abolição, realizado de 12 a 17 de maio no norte do Tocantins. A organização do evento – composta por CPT, Repórter Brasil, Centro de Direitos Humanos de Araguaína (CDH), Pastoral da Juventude Rural (PJR), entre outras entidades – prestou uma homenagem especial à Oneide. “Essa causa de lutar contra o trabalho escravo, contra todo o tipo de escravidão, é o maior orgulho para mim. Estou continuando aquilo que o Gringo parou, que pararam tirando a vida dele…”, declarou ao público do Festival a sua esposa Maria Oneide.
 Ezequiel Ramin

Martir_Pe_Ezequiel_Ramin-100x150Tinha apenas 33 anos, estava no Brasil há pouco mais de um ano… Missionário Comboniano, Ezequiel Ramin foi morto em 1985, numa Rondônia em plena agitação pela febre colonizadora de fazendeiros e muitos pobres em busca de futuro. Imensa fronteira em desenvolvimento, onde grupos poderosos disputavam cada palmo de chão. Fazendeiros contra posseiros, grileiros contra pequenos agricultores, fazendeiros e madeireiros contra índios. O missionário tomou o lado dos pobres e foi brutalmente executado.

Padre Ezequiel foi assassinado no dia 24 de julho de 1985, vítima de uma emboscada, quando em companhia do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cacoal, ia conversar com colonos ameaçados de despejo. No caminho de volta, foi assassinado.

Ainda ressoam suas palavras:

“muitas vezes sinto uma grande vontade de chorar, ao ver os quilômetros de cerca…”

No meio das contradições e falências, você costumava repetir:

“estou trabalhando com os pobres, com uma fé que cria, como no inverno, a primavera”

Ainda suas palavras:

“Quero dizer só uma coisa, uma coisa especial para aqueles que tem sensibilidade para as coisas bonitas. Tenham um sonho. Tenham um sonho bonito. Procurem somente um sonho. Um sonho para a vida toda. Uma vida que sonha é alegre. Uma vida que procura seu sonho renova-se dia após dia. Seja um sonho que procure alegrar Não somente todas as pessoas, mas também seus descendentes. É bonito sonhar de tornar feliz a humanidade toda. Não é impossível…”

Padre Ezequiel Ramin

No anos de 2010, passado, foram celebrados os 25 anos de seu martírio.

 Irmã Adelaide
Martir_Ir_Adelaide_Molinari-150x150Irmã Adelaide Molinari, filha de agricultores, Salvador e Cecília Molinari, nasceu em Garibaldi-RS, aos 02/02/38, mudando-se, ainda menina, para Palmeira das Missões-RS. Trabalhava com a família na roça. Aí descobriu sua vocação religiosa. Com o apoio de seus pais, foi morar com as Filhas do Amor Divino. Estudou. Tornou-se Religiosa e assumiu o Carisma da Congregação: estar a serviço dos mais necessitados.Irmã Adelaide foi uma das primeiras Filhas do Amor Divino que se dispôs a trabalhar nas Missões, no Pará. Chegou em Eldorado aos O8 de abril de 1983 com mais duas Irmãs para ser presença de Igreja no meio daquele povo pobre, sofrido e necessitado.A 14 de abril de 1985 foi cruelmente assassinada à bala, em meio a muita gente, na Rodoviária de Eldorado, após missão cumprida aqui na terra. Havia solicitado passagem para regressar a Curionópolis, onde se encontraria com as demais irmãs e de cuja comunidade era coordenadora. Nesta oportunidade esperava-a o mais traiçoeiro gesto humano: o assassinato. Ali ela se encontrou e conversou com o Delegado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá-PA, o qual estava sendo visado e foi, neste momento, vítima de atentado. Irmã Adelaide só teve tempo de dizer:”Meu irmão, não faça isso”, quando o pistoleiro, insensível, detona o tiro fatal, que fez a bala atravessar o tórax, sendo mortal para Irmã Adelaide. Atingindo-a também no pescoço, por onde derramou todo seu sangue.
CAMILO TORRES
Martir_Camilo_Torres-150x150Jorge Camilo Torres Restrepo nasceu em Bogotá a 3 de fevereiro de 1929. Seus pais foram Calixto Torres Umaña, médico de prestígio, e Isabel Restrepo Gaviria. De família rica, burguesa e liberal. Viveu junto com sua família na Europa, entre 1931 e 1934. Em 1937, o matrimônio se dissolveu e Camilo passou a viver com sua mãe e seu irmão Fernando. Formou-se bacharel no Liceu Cervantes em 1946. Depois de estudar um semestre de Direito na Universidade Nacional da Colômbia, ingressou no Seminário Conciliar de Bogotá, onde permaneceu por sete anos, tempo durante o qual Camilo começou a se interessar pela realidade social, criando um círculo de estudos sociais. Camilo ordenou-se sacerdote em 1954 e logo viajou à Bélgica para estudar sociologia na Universidade de Lovaina. Durante sua estada na Europa, fez contato com a Democracia Cristã, com o movimento sindical cristão e com os grupos da resistência argelina em Paris, fatores que o levaram a aproximar-se da causa dos oprimidos. Fundou, com um grupo de estudantes colombianos da universidade, a ECISE (Equipe Colombiana de Investigação Sócio-Econômica.Suas investigações sociológicas iniciadas com sua tese de formatura o levaram a familiarizar-se com as estruturas sociais tanto urbanas quanto rurais. Como capelão, introduziu na Colômbia muitas das reformas do Concílio Vaticano II, como dizer a missa de frente e não de costas, e celebrá-la em espanhol em vez de latim. Apregoou que o problema não era rezar mais senão amar mais. Em 1961, começou a ter problemas com o Cardeal Concha Córdoba, que não via com bons olhos os trabalhos de Camilo. A situação foi-se tornando espinhosa, até que o prelado o destituiu de seu cargo de capelão, dos trabalhos acadêmicos e das funções administrativas que ele tinha na Universidade Nacional. Colaborou com a investigação dirigida por Germán Guzmán, publicada como “A violência na Colômbia” (1962, segundo tomo 1964). Em 1963, apresentou o ensaio “A violência e as mudanças sócio-culturais nas áreas rurais colombianas”, no primeiro Congresso Nacional de Sociologia. Fez parte do Instituto Colombiano para a Reforma Agrária (INCORA) e da Escola Superior de Administração Pública (ESAP). Pressionado pelo alto clero, em 1965 renunciou ao sacerdócio.