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A religião deve levar à experiência da fé: relação com o Mistério da Vida

jorge 19 de janeiro de 2018 0

CV2018_D.Sebastiao_16.01_02b“É importantíssimo distinguir claramente entre religião e fé. Enquanto a religião é invenção e criação humana para dar corpo à intuição da presença do Mistério da Vida, a fé estabelece uma relação com a Palavra que se escuta da Vida”. Com essas palavras, Dom Sebastião Armando Gameleira, iniciou a segunda parte da assessoria sobre “A Crítica Profética ao Rei, ao Templo e ao Império”, na manhã do dia 16 de janeiro, 8º dia do Curso de Verão 2018.

É necessário ter presente a articulação que existe na sociedade. A religião não está isolada. Ela é relação e estrutura que, muitas vezes, encarna a dimensão suprema de legitimação da própria vida em sociedade.

A pessoa, quando faz a experiência da fé, identifica-se com o amor, que é a liberdade para doar-se. A fé é a experiência de que a vida é dom, de que a vida é graça. “A experiência da vida como graça me leva à gratidão e me leva à gratuidade: ser graça para as outras pessoas, ser graça para o universo”, considera o assessor.

O exercício da fé se exerce basicamente em três dimensões: “A primeira é a ORAÇÃO, que não se dá apenas em ambiente religioso, mas é exercício vital de sintonia com o Mistério da Vida. A segunda dimensão é a FRATERNIDADE, a comunidade – uma maneira de viver que leva radicalmente em conta as outras pessoas e as coisas, somos um ‘corpo’. A terceira dimensão é SOLIDARIEDADE-JUSTIÇA-CUIDADO, a saber, a experiência de fraternidade nos convence de que essa é a maneira autenticamente humana de conviver”, pondera.

Daí a principal função da Igreja é criar serviços em favor de quem necessita. A primeira dimensão que deve transbordar da vida comunitária é a solidariedade. Mais ainda, é preciso que a Igreja se torne solidária, para lutar pela justiça e pelo cuidado da criação.

A corrente profética claramente percebe a articulação do sistema em suas várias dimensões – econômica, social, política e ideológico-religiosa –, e faz uma forte crítica, denunciando, sobretudo, a alienação religiosa. Os profetas percebem, com especial repulsa, como o império é fonte de divisão entre o povo. Inclusive como a ideologia e mesmo a religião estrangeiras exercem influência sobre o povo, introduzindo novas práticas e modo de vida. Tudo isto se vê claramente nos textos de Isaías, Miqueias, Naum, Sofonias.

O profeta Habacuc percebe que a sanha imperialista não tem sucesso permanente, pois os impérios se sucedem e se derrubam um ao outro. Ele consegue ver que a chave da história se esconde misteriosamente nas mãos de Deus, mas é claro para ele que, nas mãos dos seres humanos e dos povos, está a responsabilidade de praticar a justiça, pois a raiz de toda perversão é o poder a serviço da injustiça, o que se manifesta pela dominação das pessoas e a apropriação das coisas.

Jesus também compreende essa situação e denuncia fortemente a estrutura sócio-política da época (cf. Mt 23,13-14). Jesus refere-se à estrutura da sociedade, enquanto se dá a exploração dos pobres e a religião é usada para encobrir isso.

O assessor fez uma forte crítica à realidade religiosa brasileira: “A Igreja cristã no Brasil está cada vez mais pervertida, pois não assume a profecia, a não ser em certos setores. Estamos num desvio muito perverso: tornar a religião em algo para encobrir a realidade e não mais a linguagem para provocar a dinâmica da fé”.

A religião deve ser entendida como o cultivo da espiritualidade, o cultivo dos valores que levam a fazer a experiência da fé. “A idolatria é o narcisismo em termos religiosos. Quando adoramos as nossas obras. A idolatria fundamental é a idolatria do sistema, quando adoramos uma obra acima de todas as outras”, declarou dom Sebastião.

Viver significa ter a coragem de construir o mundo contando com os outros seres humanos e com a mediação das coisas, sempre a serviço da obra comum. É nisso que consiste o núcleo da fé cristã porque é o núcleo da fé bíblica. “É que Deus não se revela em si mesmo, mas em nós e entre nós. É EMANUEL (cf. Is 7,14; 9,1-6), Deus conosco, é a experiência da dimensão transcendente, presente em nossa liberdade, a saber, Deus somos nós para além de nós… Eis o desafio radical a nosso existir nesse mundo!”, conclui.

Confira, abaixo, a íntegra da assessoria ministrada por Dom Sebastião Armando Gameleira:

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