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Ecumenismo: a unidade na construção da felicidade humana

jorge 10 de janeiro de 2018 0

Wagner Lopes Sanchez*

Introdução

O Ecumenismo faz parte dos quatro eixos que sustentam o Curso de Verão: Educação Popular, Mutirão, Arte e Ecumenismo.

Uma constatação

  1. Constatação de uma experiência fundamental na vida humana: queremos ser felizes, queremos viver com felicidade, porque nascemos para ser felizes. E o grande desafio que temos é ser felizes apesar dos limites que possamos encontrar no caminho.
  2. A felicidade pode ter diversos significados de acordo com o lugar, com a cultura e com a época.
  3. Uma definição de felicidade que pode nos ajudar a compreender a vida é: viver bem, ter vida boa, vida com respeito.
  4. Esse viver bem está relacionado tanto com as condições materiais (casa, terra, trabalho, comida…), que possibilitam a existência humana de forma digna, quanto com a nossa convivência com as outras pessoas. Ninguém é feliz sem as mínimas condições de existência e sem ser acolhido/a e respeitado/a.
  5. Podemos dizer com isso que não é possível viver feliz sozinho, pois a existência humana pressupõe relações diversas (no trabalho, com os amigos, de família, de política, de crença religiosa…).
  6. Para falar de convivência os dicionários utilizam diversas expressões: vida em comum, intimidade, familiaridade.
  7. Em outras palavras, conviver com as pessoas é sinônimo de viver bem com elas, estabelecendo relações de respeito, de igualdade.
  8. Assim, a felicidade humana tem tudo a ver com uma convivência baseada no respeito, na cooperação e na solidariedade e em relações de igualdade.
  9. Se não podemos viver com respeito, na solidariedade e como iguais, a nossa felicidade fica comprometida. Por isso, são importantes as lutas pela justiça e por condições de igualdade neste mundo.
  10. É aqui que o Ecumenismo se apresenta como um caminho para construir a convivência fraterna e solidária entre as pessoas e, portanto, como um caminho para construir um mundo onde todas/os possam ser felizes.

Ecumenismo

  1. A palavra Ecumenismo tem origem na língua grega (oikoumene) e ela está ligada à tomada de consciência de que vivemos num mundo com muitos povos, com muitas culturas e com muita diversidade. Vivemos num mundo de diversidade.
  2. Podemos falar de Ecumenismo em três sentidos:

1º sentido – A teologia cristã utiliza a palavra Ecumenismo para falar das iniciativas das igrejas cristãs e das/os cristãs/cristãos para se aproximarem e estabelecerem relações de cooperação.

2º sentido – Essa expressão é utilizada para referir-se à aproximação e à cooperação entre as diversas religiões. Este sentido pode ser traduzido por diálogo inter-religioso.

3º sentido – A palavra Ecumenismo tem um sentido mais amplo: ela significa o desejo profundo de construir a unidade no mundo, entre as culturas e, também, entre as religiões. De acordo com este 3º sentido, ser ecumênico, portanto, significa sinônimo de busca da unidade, de construção de caminhos de solidariedade entre as pessoas e entre as religiões.

  1. Basicamente, quando utilizamos hoje a palavra Ecumenismo estamos expressando o nosso desejo profundo de convivência humana baseada no respeito às diferenças:

– diferentes modos de ser e de agir no mundo;
– diferentes formas de conviver com os outros;
– diferentes modos de compreender a nossa relação com a natureza e com o Sagrado.

  1. E quando falamos em diferenças, falamos de:

– diferentes culturas,
– diferentes formas de lidar com a terra,
– diferentes formas de compreender a beleza,
– diferentes formas de compreender e viver o amor,
– diferentes formas de festejar e de celebrar o Sagrado nas nossas vidas.

  1. Na raiz da noção de Ecumenismo está o respeito à diversidade que possibilita que a vida seja respeitada, valorizada, bem cuidada.
  2. Ser ecumênica/o, portanto, significa ser acolhedor/a das diferenças reconhecendo nelas a riqueza e a beleza da diversidade presente na vida.
  3. O compromisso ecumênico tem também uma dimensão política, pois no horizonte da atitude ecumênica está a construção de um mundo justo, fraterno e solidário. Assim, o nosso engajamento para superar as desigualdades, as injustiças, a discriminação e o desrespeito aos direitos, é decorrência do compromisso ecumênico.

Princípios para viver o ecumenismo em todas as circunstâncias da vida

  1. Amar e valorizar a tradição religiosa na qual estamos inseridos apesar das suas eventuais contradições/defeitos/limites.
  2. Respeitar e valorizar as religiões e a experiência religiosa das outras pessoas.
  3. Procurar conhecer as religiões das outras pessoas, deixando de lado os preconceitos.
  4. Reconhecer nas religiões das outras pessoas a presença do Sagrado que gera a vida e que cuida da vida nas suas diferentes formas.
  5. Abandonar a intransigência e a mentalidade exclusivista que afirma que uma única religião é verdadeira.
  6. Engajar-se nas iniciativas ecumênicas para que se possa construir um mundo onde todas/os possam ser felizes.
  7. Engajar-se com outras pessoas, independente de crença e religião, na luta pela transformação do mundo.

 Um convite

Tenho um convite para todas/os:

  • Que a partir de agora assumamos o compromisso de conhecer melhor e valorizar as outras religiões!
  • Que a partir de agora reconheçamos que as religiões dos outros são manifestações do Sagrado neste mundo para que as pessoas possam construir a felicidade de todas/os!
  • Que o Curso de Verão seja o início de uma nova experiência de acolhida respeitosa e de uma nova compreensão sobre as religiões!

Conclusão

No Curso de Verão, a experiência ecumênica tem que ser vivida por todas/os nas celebrações, no canto, na arte, nos encontros nos corredores, na convivência cotidiana.

* Wagner Lopes Sanchez é professor na PUC-SP e membro da diretoria do CESEEP. E-mail: wagnersanchez@uol.com.br.
Apresentação feita na abertura do Curso de Verão de 2018 (09/01/2018).

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