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Mesas de partilha buscam formas de superação da violência

jorge 16 de janeiro de 2017 0

(Confira fotos das mesas de partilha no final desta página.)

CV2017_mesas_debates (7)O Curso de Verão trouxe aos participantes deste ano dois dias com mesas de partilha e reflexão com o intuito de buscar as raízes de tanta violência e ao mesmo tempo contribuir para transformá-la.

Foram partilhadas e discutidas 19 iniciativas e experiências de pessoas e organizações voltadas para a denúncia e superação das injustiças, socorro e amparo das vítimas da violência e projetos pedagógicos que impulsionam uma cultura de paz.

Confira os principais apontamentos destas mesas de partilha:

1) Fernanda Lopes – Mulheres e Jovens: organizar-se para superar as violências

Primeiro temos que nos apropriar das informações que estão disponíveis. Temos que construir uma estratégia de informação, um filtro das informações. Essas informações têm que ser base da advocacia, da luta pelo direito, mas também para o debate político, pela luta de políticas públicas para fazer o controle social. Uma vez que as pessoas estejam informadas, em especial as mulheres e jovens, mas não só elas, também passam a se reconhecer com mais facilidade como sujeitos de direitos.

Se você se reconhece como sujeito de direitos, você influencia aqueles que têm obrigação de garantir que os seus direitos possam ser exercidos na plenitude.

A ideia é construir, nesses espaços de partilha, uma estratégia de acesso à informação com dados que nem sempre estão disponíveis em linguagem que seja compreensível para as pessoas, falando um pouco de violência de gênero, violência estrutural e violência obstétrica e como as pessoas, sabendo dessas informações, podem reverter esses quadros e sustentar as transformações.

2) Padre Valdir João Silveira – A violência no sistema carcerário e a Pastoral Carcerária nos presídios masculinos

O sistema prisional foi criado para punir e castigar as pessoas; sua origem já é violenta. Ele serve para isso, para torturar e aniquilar as pessoas e todas as pessoas que vivem nesse conflito se defendem com violência. Presídio é o local institucional da garantia da violência e da ilegalidade, contra a defesa da pessoa e da cidadania.

Como a Pastoral Carcerária trabalha para defender isso? A Pastoral vem, a partir dos últimos anos, além do trabalho de evangelização de anunciar e denunciar as violências internas e externas, defendendo a Agenda Nacional Pelo Desencarceramento junto com uma rede de entidades sociais e algumas instituições,  com propostas concretas para diminuir esse encarceramento e trazer outras alternativas ao sistema penal. Diminuindo, dessa forma, aos poucos, a violência que o sistema penal faz com a pessoa presa.

3) Regina Reinert, Edson Oliveira de Souza e Rita Silva Nascimento – Ser presença no contexto de violência: desespero e esperança de mulheres cujos filhos foram assassinados em Salvador/BA

O Projeto Consolação funciona em um bairro popular de Salvador/BA e surgiu a partir da dor sofrida por famílias que tiveram filhos mortos, vítimas de assassinados. Regina Reinert, Edson Oliveira de Souza e Rita Silva Nascimento relataram que o projeto teve início em 2004 com cinco mulheres e hoje conta com a participação de mais de 90 famílias. Entre as ações desenvolvidas constam: acolhimento de famílias das vítimas na sede do projeto, promoção de momentos de arte, terapia e espiritualidade, visitas domiciliares, encontros para tratar sobre o assunto, oficinas de escuta ativa. O projeto está baseado em três pilares: busca de redução de riscos de violência, fortalecimento de políticas públicas e promoção de uma cultura de paz.

4) Braz Rodrigues Nogueira – Construindo a paz: relação escola e comunidade – CEU – Heliópolis

“A escola é a instituição fundamental para a construção da cultura da paz”, afirmou Braz Rodrigues Nogueira, professor e Diretor Regional de Educação do Ipiranga. Devido os bons resultados obtidos no Cento de Ensino Unificado (CEU) do bairro Heliópolis, onde a escola fazia parte de um contexto de extrema violência, Braz comentou sobre a importante relação entre a escola e a comunidade para construírem juntos a paz. “Para que a escola construa a paz na comunidade ela precisa se sentir parte integrante desta comunidade, estar aberta à participação comunitária, e os que trabalham nas escolas precisam estar dispostos a inserirem-se na vida da comunidade e participar das atividades existentes”. Por fim, ele enfatiza que não existe mais nada essencialmente comunitário que a escola, pois ela realmente sabe que está ali a serviço da comunidade.

5) Romi Márcia Bencke – Violência contra religiões de matriz africana e ações do CONIC
Lucas de Deus – Violência contra religiões de matriz africana no Rio de Janeiro

Romi Márcia Bencke é pastora luterana e secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Na sua explanação destacou as ações práticas das Igrejas que fazem parte deste Conselho em relação à violência, principalmente com as Igrejas de raízes africanas. “Desde 1972 as ações do CONIC visam um trabalho conjunto das Igrejas Cristãs em favor da justiça para romper com a não aceitação das diferenças e prática da intolerância”. Romi destacou que somente a partir do ano 2000 que este Conselho, diante do pluralismo cristão, começou a tomar consciência da existência de outras religiões, de modo especial, reconhecer as que são de matrizes africanas como realidade religiosa. Afirmou também que “o grande desafio da atualidade entre as Igrejas Cristãs está em assumir a luta para que toda religião tenha o direito da sua existência”.

Complementou a temática o cientista social Lucas de Deus, candomblecista e membro do Coletivo Nuvem Negra. Para ele a violência contra as religiões de matriz africana no Rio de Janeiro só pode ser entendida se considerarmos o seu lugar epistemológico que, longe de um olhar neutro, revela a categoria do racismo cultural como também encobre a perpetuação do racismo religioso. Lucas afirma que “a demonização e a perseguição às religiões de matriz africanas são uma marca histórica do Brasil, constituintes ao processo de colonização das Américas”. Por fim, enfatiza que para criar uma cultura de paz todas as religiões devem ter a descolonização do pensamento, romper com o paradigma da verdade absoluta e abrir-se ao encontro de cosmovisão.

6) Haidi Jarschel – Violência contra a Mulher: violação dos Direitos Humanos

Haidi relatou que a violência contra a mulher é uma realidade cotidiana, que desestrutura toda uma sociedade, mas é silenciada incisivamente pelas instituições patriarcais. O medo e a vergonha das próprias mulheres em denunciar a violação dos seus direitos humanos juntamente com o não reconhecimento da sociedade faz com que a reação social e política seja insignificante e ineficiente.

“Uma mulher é agredida a cada 15 segundos e cerca de 70% dos agressores são maridos, ex-companheiros ou parceiros”, informa Haidi ao motivar todas as organizações sociais para o protagonismo desta luta, fazendo pressão às instituições que não estão dispostas a trabalhar na garantia dos direitos das mulheres que sofrem violência. “Não podemos desistir, temos o amparo político”, afirma a assessora.

7) Gilberto Vieira dos Santos – Violência contra os Povos Indígenas do Brasil: o Genocídio Secular.

Gilberto Vieira dos Santos, secretário do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), foi o assessor da mesa de partilha “Violência contra os povos indígenas do Brasil: o genocídio secular”, que aconteceu na manhã de 09 de janeiro, dentro das atividades do 30º Curso de Verão.

Gilberto iniciou sua fala afirmando que predominou a visão de que os povos indígenas não tinham conhecimento e que precisavam receber tudo dos outros, sendo, inclusive, considerados como um obstáculo ao desenvolvimento. Daí surge um processo de violência e genocídio, incitando o ódio e buscando a eliminação desses povos.

Os povos indígenas nunca aceitaram essas situações e, com muita luta, enfrentamentos e articulações, conquistaram direitos explicitados especialmente nos artigos 231 e 232 da Constituição Federal de 1988.

O caminho proposto aos participantes foi: anunciar a presença dos povos indígenas e denunciar a violência contra eles.

8) Petronella Maria Boonen – Justiça Restaurativa como instrumento de cultura de paz

Justiça Restaurativa é um processo para assumir responsabilidades, crescendo para olhar o outro, confrontá-lo, frente a frente, pedir desculpas e olhar nos olhos. Participantes trazem questões sobre a aplicabilidade da Justiça Restaurativa na atuação cotidiana da Justiça, especialmente envolvendo adolescentes em conflito com a Lei.

A Justiça Restaurativa está sendo construída cotidianamente. Descriminalizar cabeças e corações para superar a imposição do padrão normativo frente as necessidades reais das pessoas.

Crime é construção registrado no Código Penal para responder à necessidade das pessoas. O diálogo entre as partes envolvidas para superar o conflito. A Justiça Restaurativa utiliza os seguintes passos: reconhecer, responsabilizar e reparar.

9) Thiago Valentim – A questão agrária brasileira e os conflitos no campo

O debate sobre os alimentos nas cidades é muito incipiente pois há uma visão parcial do campo veiculada na imprensa para as cidades. A questão da água não é apresentada de forma adequada e responsável. De onde vem a água e como retorna? A questão urbana com conflito social vitimiza pessoas que saíram do campo e perderam suas terras. Por algum motivo as pessoas foram obrigadas a sair do campo.

A questão agrária está vinculada diretamente à vida da cidade e deve ser debatida para quebrar preconceitos e unir lutas do campo com as lutas da cidade. Lutas do campo não se resumem à reforma agrária, apesar de sua importância. Luta contra corporações muito fortes, como por exemplo, empresas mineradoras.

A mineração traz impactos ambientais, sociais e agrários. Até o fazendeiro quer vender terras para fugir das condições deixadas pela mineração. Lutas concretas: retomada das terras.

10) Yvonne Bezerra de Mello – Educar em contextos de violência e trauma: Projeto Uerê-Mello

Yvonne destaca que o Projeto Uerê-Mello, ao criar a Escola Sem Portas e Sem Janelas, visa fazer com que a criança busque a escola como um oásis, onde exista paz em contraste com o ambiente que a cerca e fazer com que esta criança consiga entender o seu contexto cultural e social. Para a Yvonne a pedagogia utilizada neste projeto torna-se um desafio muito grande no Brasil uma vez que as comunidades violentas tendem a aumentar e isso bloqueia as crianças. Ela afirma: “temos quase que uma obrigação de estudarmos esta realidade e buscarmos uma escola de paz para elas”.

11) Luiza Cytrynowicz – A violência diferenciada em relação às mulheres no sistema carcerário e a Pastoral Carcerária nos presídios femininos

O que vemos no Brasil nestes últimos anos é o aumento muito acentuado do encarceramento feminino em relação aos homens presos. Por mais que as mulheres sejam a minoria no sistema carcerário, hoje é preciso entender qual o motivo deste aumento e quais são as especificidades deste encarceramento. Questões ligadas à maternidade, rompimentos de laços, os presídios mistos (mulheres sendo encarceradas junto aos homens na mesma unidade prisional) onde há relatos de mulheres que sofrem violência sexual. Há também a situação de, por serem poucas, serem juntadas num mesmo presídio longe da sua cidade de origem. A Pastoral Carcerária realiza as visitas nos presídios tanto masculinos como femininos, trabalhando o conceito de “O sonho de Deus – um mundo sem prisão”. Busca pensar em formas de desencarceramentos, especificamente em relação às mulheres que passam por outras políticas de drogas, pela garantia da prisão domiciliar, quando são mães ou gestantes.

12) Jaime Crowe – Fórum em defesa da vida: 20 anos de resistência pela vida dos jovens que vivem nas periferias da zona sul de São Paulo

Na região do Jardim Ângela, marcada pela violência desde os anos 1980/90, chegando a ter 120 assassinatos por 100 mil habitantes, dado anunciado pela ONU em 1996. Esta resistência pela vida dos jovens e toda esta caminhada fez com que se tenha chegado em torno de 25 assassinatos por 100 mil habitantes. Pe. Jaime explica: “entendemos que esta luta e resistência valeu a pena. Precisamos mostrar a nossa indignação diante de tantas violências e injustiças, porque ainda são muitas mortes e o crime avança cada vez mais”.

O que se percebe na sociedade brasileira é uma banalização da violência, afirma Pe. Jaime, ao explicar as conquistas na região com a criação do Fórum em Defesa da Vida. Para ele, diante da ausência do poder público na região, é preciso investir nos princípios para a cultura da paz.

13) Júlio Cesar de Andrade – Genocídio da juventude negra: um desafio para os direitos humanos

“O extermínio e genocídio da juventude negra é uma das manifestações concretas do racismo institucional que tem como origem o contexto histórico de escravidão”, afirma Júlio César. Foram 400 anos de escravidão e a população traz consigo as marcas de tanto sofrimento gerado pelas injustiças e abandono. No cotidiano o impacto do que chamamos de questão social vai cair brutalmente sobre a população negra. Júlio César explica que o “Genocídio não é somente a morte, mas também o próprio encarceramento, a guerra às drogas e sua criminalização, como também, a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais”.

A saída para o combate ao extermínio é continuarmos lutando pelas pautas universais da classe trabalhadora; pela defesa da Lei 10639 que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”; pelo combate constante do racismo através das ações afirmativas; pelo direito do acesso à terra; pelas conquistas que dentro de um processo histórico atual sinalizamos para um retrocesso. Percebemos um não acesso efetivo a políticas públicas ou um acesso precarizado através da terceirização, e do terceiro setor. Lutar e combater o genocídio é também combater no cotidiano de trabalho o capitalismo.

14) José Carlos Pereira – Acolhida e inserção social na ação da Pastoral dos Migrantes.

A Pastoral dos Migrantes trabalha no processo de acolhida mais na perspectiva humanitária, isto é, visa desde o processo de documentação do migrante garantir também o acesso à moradia, o espaço para que os migrantes refugiados possam manifestar a sua fé religiosa, sua espiritualidade e sua cultura; espaços para educação e lazer; espaços para acolhida e assim terem um lugar para expressar suas inquietações psicológicas e psicossociais da migração, por ser um processo estressante.

Já o Estado se limita ao caráter legal e jurídico. Apenas entrega ao migrante um protocolo, um documento. Entendemos que a acolhida precisa ser completa para garantir a dignidade humana.

15) Mathilde Cecchin, Marta Pontin, Stellinha, Maria Helena Arrochelas e Dirceu Benincá – Catadores e recicladores de Porto Alegre/RS

A importância dos catadores para as Comunidades Eclesiais de Base é que eles são os nossos mestres em mutirão. “Comunidade de Base sem mutirão não existe!”.   A importância na busca pela paz junto a eles está na tomada de consciência de que o ato de trabalhar proporcione o encontro com justiça em mutirão. Quando se fala de paz se fala de justiça e os catadores precisam encontrar no ambiente em que trabalham e se articulam como trabalhadores modos que garantam ambiente de paz e que levem adiante a toda sociedade e meio ambiente. Só haverá paz quando houver justiça social e trabalho digno para todos. Os catadores são a continuidade da luta por uma terra sem males, com justiça social e paz.

16) Ester Leite Lisboa – Trans-bordando cidadania: A presença ecumênica com homens e mulheres transsexuais.

Ester Leite Lisboa, assessora do KOINONIA, explicitou na mesa “Trans-bondando cidadania: a presença ecumênica com homens e mulheres transsexuais” sobre a extrema hostilidade à população LGBTT. Ester informou que nos últimos quatro anos foram cerca de 1.600 mortes resultantes de ataques LGBTTfóbicos. Há uma suposição de conivência geral com o ódio à diversidade sexual. A discriminação contra a população LGBTT se manifesta ainda na negação do direito à cidade, uma vez que os espaços públicos, na prática, são regidos por uma lei radicalmente heteronormativa.

17) Magali do Nascimento Cunha – O desafio da humanização das mídias em tempos de espetacularização da violência

Magali do Nascimento Cunha iniciou a conversa explicando a diferença entre liberdade de opinião e liberdade de Imprensa.

A liberdade de opinião não tem limite, opinamos sobre determinada questão e tudo bem. Já no campo dos valores existem limites, julgamos a partir de um valor que diz respeito à esfera pública, deste modo, o desafio das mídias está em não afetar os direitos dos outros.

“Hoje no Brasil há uma desregularização das mídias, atrelada à concentração em apenas 11 famílias defensoras do capital. Ligadas às oligarquias, banqueiros, usineiros, agronegócio, latifundiários.  Hoje mergulhados na lama de corrupção”, afirma Magali ao descrever a questão da agenda única. Para ela, a falta de diversidade de expressões e opiniões passa por banalidades e pelo mercado financeiro. Essa única agenda potencializa e favorece o desencantamento das pessoas com as lutas sociais. No campo da política divulga-se a ideia generalizada que todos os políticos são corruptos. Que os movimentos são baderneiros, criam confusão e precisam ser banidos da sociedade. Agressões verbais e não verbais nas mídias sociais geram desrespeitos e atrocidades.

Magali lembra que no Brasil ainda não há uma regulação das mídias sociais e destaca a importância da leitura crítica das mídias. A valorização das mídias alternativas e o desafio de ocupar os espaços possíveis para fazer a diferença, fazer o contraponto. Ocupar e humanizar estes espaços exige participação e frequência. Participar das mídias com frequência com postagem que proporciona a reflexão, o senso crítico sobre a sociedade.

18) Thiago Minamisawa – Coletânea de Livres Infantis; Livres Amar

Thiago é editor da “AMAR – Coletânea de Livres Infantis”, são livros criados para serem um veículo de comunicação com crianças onde a temática está na questão de gêneros e sexualidade. Temas tão necessários na sociedade de hoje para sejam debatidos e adquirirmos uma consciência maior sobre as possibilidades de as pessoas serem diferentes e de respeitar as diferenças através de atos de amor.

19) Júlio Lancellotti – população em situação de rua

O vigário episcopal da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, padre Júlio Lancellotti, falou na mesa “População em situação de rua” sobre a relação entre os refugiados urbanos e o capitalismo como um sistema excludente.

“Não dá para se ver a população de rua isolada de toda uma questão estrutural. A população de rua faz parte da lógica desse sistema. Muitas vezes queremos tratar a questão desvinculada de toda a estrutura socioeconômica e política, o que não é possível. Por isso as respostas que sempre se dão (para a questão) são sempre parciais, arcaicas e inadequadas.

 

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